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Elementais - uma introdução




1. Algumas definições e comentários:

Segundo a Wikipédia, existem duas definições para a palavra elementais: a primeira afirma que elementais é todo e qualquer espírito existente na natureza, advindo do “Todo Absoluto” e integrando-se à natureza, o qual passa por diversos estágios até chegar a forma humana (vide metempsicose). Essa definição encontra resistência de alguns estudiosos, ocultistas, etc., em virtude de não aceitarem a transmigração da alma ou reencarnação da alma humana em animais ou vegetais, considerando-a como uma involução.

A segunda denominação trata os elementais como seres que controlam e representam os elementos da natureza. Esta última definição, apesar de ser superficial, é a que iremos trabalhar até alcançarmos uma definição mais completa.

1.1. Paracelso, o grande!

Na literatura ocultista, encontramos na obra de Philippus Aureolus Paracelsus [Theophrastus Bombastus von Hohenheim] — Paracelso, várias referências aos seres elementais, por isso grande parte dessa introdução vai ser dedicada a seus ensinamentos.

Paracelso acreditava que cada um dos quatro elementos primários conhecidos dos antigos — terra, fogo, ar e água, era constituído de um dois princípios: um sutil, vaporoso [metafísico]; outro, de substância corporal grosseira [mundo físico], ou seja, cada elemento tem representatividade no plano físico e no plano astral, assim como “tudo o que está acima é igual ao que está abaixo.”
Assim como o plano físico é habitado por um infinito número de criaturas vivas, de acordo com Paracelso, também o astral, contraparte espiritual da natureza física é habitado por seres peculiares chamados ELEMENTAIS ou Espíritos da Natureza. Paracelso divide estes seres em quatro grupos: gnomos — ondinas — silfos e salamandras. Paracelso assegura que são entidades viventes.
Dos ensinamentos de Paracelso, surge o termo ELEMENTO, que é relacionado aos aspectos inferiores, físicos dos quatro princípios primários, enquanto que o termo ELEMENTAL é aplicado às essências invisíveis, à constituição espiritual [que, de fato, anima os quatro elementos]. Minerais, plantas, animais e homens vivem [e experimentam, normalmente, a realidade mais grosseira, meramente física, tangível dos quatro elementos] e das várias combinações destes elementos constroem seus organismos físicos.
Em suas formas, muitas lembram seres humanos. Seus mundos são distintos do mundo humano, ainda que coexistentes. O homem não percebe a dimensão existencial destes seres porque seus sentidos, sua percepção física é insuficiente ou não adequada à percepção da realidade metafísica — além ou, ainda, outra, que não é a realidade física.
Segundo Paracelso, "os Elementais não são espíritos porque eles têm carne, sangue e ossos; vivem e se reproduzem; eles falam, agem, dormem, acordam e, conseqüentemente não podem ser chamados, propriamente, espíritos. Estes seres ocupam um lugar entre Homens e Espíritos, são semelhantes a ambos; lembram homens e mulheres em sua organização e forma e lembram espíritos na rapidez de sua locomoção" [Philosophia Occulta, traduzido por Franz Hartman].
Comentando ainda sobre a constituição corpórea dos elementais, o ocultista chama essas criaturas de composita, referindo-se à composição, mistura de espírito e matéria. No caso dos Espíritos da Natureza, eles combinam espírito e matéria resultando em um Ser que não é nem espírito nem matéria. São compostos de uma substância que pode ser chamada matéria espiritual ou éter [o ether dos ocultistas e dos filósofos].
Paracelso explica, ainda, que enquanto o homem é constituído de diferentes corpos inter-agentes, cada um pertencente a um plano da Natureza, [espírito, alma, mente, corpo] — o Elemental possui apenas um princípio ou corpo, o corpo etérico, feito de éter, no qual ele vive. O éter ou ether, em ocultismo, é uma essência espiritual; nos quatro Elementos, o ether é a essência. Existem muitos ethers assim como há distintas famílias de Espíritos da Natureza dos Elementos.
Apesar dos elementais viverem em um ambiente extra-físico correspondente ao seu corpo etérico, é possível haver comunicação destes com o mundo físico desde que em condições apropriadas, pois igualmente como ocorre no plano físico, onde alguns podem “pressentir manifestações” dos outros planos, os elementais também podem sentir esses “efeitos” provenientes de outros planos.
Contudo, Paracelso explica que os Espíritos da Natureza [metafísicos] não podem ser destruídos por elementos grosseiros [físicos], como o fogo material, a terra, o ar, a água, isto porque sua existência se mantém e se caracteriza por um nível de vibração [velocidade de vibração] superior àquela vibração própria das substâncias terrenas [do mundo físico]. Sendo compostos por somente um elemento [o ether no qual funcionam], eles não têm [ou não são] espírito imortal. Ao morrer, seu Ser simplesmente desintegra-se e retorna ou é reabsorvido no todo do Elemento no qual o Ser havia, originariamente, tomado uma forma individualizada. Nenhuma consciência individual sobrevive porque não havia ali consciência nem veículo para abrigar uma.
Sendo feito de uma só substância, o ether, os Elementais não sofrem a fricção [não sofrem de conflito, atrito, dialética...] entre veículos; por isso, em termos práticos, os Elementais sofrem pouco desgaste do corpo ao longo do tempo; suas funções biológicas [de vida, vitais] têm poucas possibilidades de danos a sofrer; por isso, vivem muito, alcançam idades avançadas. Os que vivem menos são aqueles compostos de ether da terra; os mais longevos são os Elementais do Ar.
A média de vida destes Seres está situada entre 300 e 1000 [mil] anos. Apesar destas diferenças, Paracelso afirma que os Elementais vivem em condições ambientais semelhantes àquelas experimentadas no mundo físico e estão sujeitos a adoecer. [compartilham o ambiente com o homem ainda que existindo em outro plano existencial]. Em geral, são considerados incapazes de desenvolvimento espiritual mas, muitos deles, parecem ter demonstrado um elevado caráter moral.
Sobre os ethers nos quais vivem os Espíritos da Natureza, escreve Paracelso: "Eles habitam os quatros elementos: 1. Nymphæ [Ninfas], na água — 2. Silfos, no ar — 3. Pygmies [Anões], da terra — 4. Salamandras, no fogo. São também chamados Ondinas, Silvestres, Gnomos e Vulcanos. Cada espécie somente pode habitar [se mover] no Elemento ao qual pertence e nenhum pode subsistir fora do Elemento apropriado. O Elemento está, para o Elemental, como a atmosfera está para o Homem; como a água para os peixes e nenhum deles sobrevive em elemento pertencente a outra classe. Para o Ser Elemental o Elemento no qual ele vive é transparente, invisível e respirável, como a atmosfera para nós mesmos" [Philophia Occulta, traduzido por Franz Hartman].
É preciso atenção para não confundir os Espíritos da Natureza com as verdadeiras hordas [ondas] vivas evolvendo nos mundos invisíveis. Enquanto os Elementais são compostos somente de substância etherica [ou, de estrutura atômica], os anjos, arcanjos e outras entidades superiores e transcendentais possuem organismos compostos, constituídos de uma natureza espiritual e uma cadeia [estrutura] de veículos que expressam o Ser destas entidades, diferente daquele Ser dos Homens, porque não inclui o corpo físico e suas limitações. Além disso, também não podem ser confundidos com os seres do baixo astral ou umbral, que (in)conscientemente, podem modificar suas formas astrais para vampirizar energeticamente, utilizar-se de cascões astrais e outras práticas não muito louváveis.
Finalmente, A Filosofia [ou ciência] dos Espíritos da Natureza é considerada um conhecimento de origem Oriental, mais especificamente Bramânica [e, portanto, indiana ou hinduísta]. Paracelso assegura que seu próprio conhecimento sobre os Elementais veio do Oriente; ele os adquiriu durante suas viagens em busca de conhecimento. Egípcios e Gregos obtiveram suas informações da mesma fonte.



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