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O que é preciso saber para ser um bom cidadão?





hive
VOCÊ É UM IGNORANTE CÍVICO?

Achei um artigo meio antigo sobre um teste feito para candidatos a novos cidadãos nos EUA que me deu a idéia de abrir esse tópico.

A notícia (tem alguns dados estatísticos legais, que dariam outro tópico mais legal hehe): http://blog.estadao.com.br/blog/guterman/?title=o_que_e_preciso_saber_para_ser_um_bom_ci&more=1&c=1&tb=1&pb=1

Mas a idéia do tópico seria discutir que tipo de conhecimentos básicos deve ter uma pessoa para exercer seus direitos e deveres de cidadão com totalidade. Quais conceitos são pré-requisitos mínimos para se ser um cidadão ativo? De que ferramentas políticas dispõe o cidadão? etc...

Por exemplo, saber o que são e pra servem os 3 poderes pra mim é pré-requisito mas no entanto conheço gente que não sabe o que são ou não sabe como funcionam Sad . Muita gente Vota em deputado sem saber pra que serve!

A minha parte eu posto outra hora pq agora o sono nao ta deixando...

Mas de primeira:

- Entender como funciona o Congresso Nacional
- Funcionamento do mercado financeiro / acionário
- Possuir a Constituição nacional e Código de Defesa do Consumidor e consultá-los periodicamente (nem que sejam simplificados)
- Entender os principais impostos e taxas (quem enumera?)
...
Tilibra
"Brooks cita uma pesquisa segundo a qual 52% dos americanos sabem citar dois ou mais personagens de “Os Simpsons”, mas apenas 28% conseguem identificar ao menos duas liberdades protegidas pela Primeira Emenda."

rsrsrsrsrsrs

mas qualquer pais é assim também ....
Lviter
hive wrote:


- Entender como funciona o Congresso Nacional
- Funcionamento do mercado financeiro / acionário
- Possuir a Constituição nacional e Código de Defesa do Consumidor e consultá-los periodicamente (nem que sejam simplificados)
- Entender os principais impostos e taxas (quem enumera?)
...


Concordo com a sua lista e acrescentaria noções do Código Civil também. O problema é que no Brasil as coisas costumam ser de um jeito no papel e de outro na prática: há muitas leis que não "pegam" e são ignoradas pelas próprias autoridades que as representam.

Quanto aos impostos e taxas são tantos que só um contador pra dizer, e mesmo ele vai precisar consultar alguma fonte. E detalhe: além dos impostos e taxas temos as famigeradas contribuições compulsórias como a CPMF!

Mas estar bem informado de modo geral é importante. E também saber se expressar. Com o conhecimento que tenho do Código do Consumidor e da Constituição, que nem é muito grande, já consegui ganhar "brigas" com Plano de Saúde, Banco e com uma Agência de viagens, e sem precisar ir a Justiça. Em cada ocasião, após tentar um entendimento verbal, escrevi uma carta caprichada citando os itens que me amparavam e rapidinho me atenderam. Eles pensaram que eu havia contratado um advogado, porque acham que cidadãos comuns não conhecem as Leis (embora isso seja verdade na maioria dos casos).
cparakawa
Tilibra wrote:
"Brooks cita uma pesquisa segundo a qual 52% dos americanos sabem citar dois ou mais personagens de “Os Simpsons”, mas apenas 28% conseguem identificar ao menos duas liberdades protegidas pela Primeira Emenda."

rsrsrsrsrsrs

mas qualquer pais é assim também ....


Na primeira emenda, eu só lembro das liberdades de religião, expressão e imprensa. Personagens dos Simpsons eu posso citar aos montes. hehehe

Nem sei se vale muito a pena ficar discutindo se a pessoa, pra ser cidadã, precisa saber de legislação ou economia. A meu ver, o buraco é mais embaixo. Enquanto a escola formar um aluno no fundamental que não saiba ler, escrever, se expressar e/ou fazer as quatro operações aritméticas básicas, o resto é perfumaria.

Já ouvi muitas pessoas dizerem que a ignorância "cívica" é pior que o analfabetismo funcional. Só que o analfabeto funcional vai sempre depender de um terceiro pra saber seus direitos, se estão cobrando algo indevidamente ou algo parecido. Ou seja, pode não ser ignorante, mas o máximo que consegue é ser "aleijado", vai sempre precisar de alguém como muleta para obter informações ou lutar pelos seus direitos. Eu chamo este tipo de pessoa de massa de manobra, o fim do analfabetismo é condição sine qua non para que as pessoas conquistem cidadania plena.
hive
Quote:
Nem sei se vale muito a pena ficar discutindo se a pessoa, pra ser cidadã, precisa saber de legislação ou economia. A meu ver, o buraco é mais embaixo. Enquanto a escola formar um aluno no fundamental que não saiba ler, escrever, se expressar e/ou fazer as quatro operações aritméticas básicas, o resto é perfumaria.


Mas o objetivo desse tópico seria discutir o que é ou não importante para uma pessoa alfabetizada, com alguma educação (usuários da frihost geralmente têm alguma instrução) , saber sobre cidadania, direitos, legislação. Acho que houve um pequeno erro de interpretação de texto, ou eu me expressei mal.
Mas com certeza o ponto sobre analfabetismo funcional que vc apontou é a mais pura verdade, embora não seja esse o foco que eu quis dar.
cparakawa
Ah, tá ... Smile

Considerando que o sujeito saiba ler, escrever e se expressar, pra mim são duas linhagens de estudo que ele deveria ter na escola:

1- Legislação: Entender o que é a Constituição, o Código Civil, o Código de Direito do Consumidor e tal. Não vai se formar advogado, mas pelo menos não vai ser mais um zé mané.

2- Economia: Entender desde matemática financeira até conceitos básicos sobre o funcionamento dos mercados, como produto x produto, renda x produto, mão-de-obraxcapital, etc. Não vai ser economista, mas vai ser menos nécio.

Outras disciplinas interessantes:

3- Administração/gerenciamento: Como montar um pequeno negócio, como gerenciar sua própria vida, etc.

4- Política: Entender as relações entre indivíduos e Estado, organismos de classe, partidos políticos, ONGs, estrutura do poder constituído, entre outros.

5- Sociedade & Cultura: Entender o funcionamento do tecido social, o caráter paternalista de uma sociedade cristã/católica, as dificuldades de organização social numa sociedade consumista pós-moderna, as diferenças regionais contrastantes no país (não é só pobreza), a dicotomia entre pessoas solidárias numa sociedade indiferente, e assim vai.

É muita coisa a se aprender pra ser cidadão. Boa vontade não basta, é necessário que haja uma estrutura que transfira conhecimento para mentes ocas e desinteressadas. Eu escrevi este monte de tópicos, mas só fui ter uma idéia mais geral da coisa lá pelos 25 anos.

No meu entender, ser bom cidadão é entender a sociedade que o cerca. A partir disto, vc tem duas opções mais ou menos básicas: tentar mudá-la por idealismo ou se adaptar à ela via realismo (maximizando os ganhos que pode retirar dela). Por exemplo, uma pessoa de classe média vota no Lula por idealismo (espera a construção de um jogo de poder mais moderno, fortalecendo a centro-esquerda e dando novas opções de rumo ao país), um pobre que vai ganhar bolsa-família vota no Lula porque está sendo realista (melhor bolsa-família do que nada, como de costume).

Pensando racionalmente, pros realmente pobres o negócio é votar no Lula tanto pelo lado real quanto pelo ideal.

O aumento do grau de instrução e conhecimentos básicos sobre a sociedade podem melhorar a situação do país. Mas não necessariamente. A Argentina é o exemplo fracassado disto, um país rico com população altamente instruída se tornou pobre pelo excesso de "verve" político por parte da população em geral - especialmente a portenha. Ou seja, pessoas capacitadas a serem bons cidadãos e formarem uma grande nação, acabaram por destruir o país por intransigência e arrogância. Aprender História também ajuda a pessoa a se tornar melhor cidadã.
Gilgamesh
Me explique isso da Argentina, Cparakawa.
Voce falou que a população tem a culpa por excesso de verve político, e não entendi. Se puder me dar alguns exemplos, eu agradeço, por que alguns dias atrás eu estava dando uma olhada no caso da Argentina


Quanto ao caso de colocar mais algumas matérias na escola, eu também tenho essa idéia, além dessas que você falou, colocar aulas de ética.
Mas se fosse colocar tudo o que precisa, as crianças ficariam mais de 10 horas na escola (talvez fosse uma boa idéia, mas dobrar de uma vez é trabalhoso e precisaria de muito mais professores, em suma, qualquer mudança em educação demora cerca de 15 anos para ser corretamente aplicada e de 40 a 60 anos para dar resultados).

Nunca vamos ser uma democracia participativa senão seguirmos o significado denotativo da palavra, saber como funciona nosso próprio país. Atuamos sempre como alheios, esperando que algum governante venha do céu e aumente nossos salários.

Se eu soubesse há alguns anos atrás coisas que eu poderia saber, mas só sei hoje, referente à política, economia, leis, etc.. certamente teria mais tempo para fazer alguns planos e teria minha vida diferente. Rolling Eyes
cparakawa
Gilgamesh wrote:
Me explique isso da Argentina, Cparakawa.
Voce falou que a população tem a culpa por excesso de verve político, e não entendi. Se puder me dar alguns exemplos, eu agradeço, por que alguns dias atrás eu estava dando uma olhada no caso da Argentina.


Primeiro vc tem que lembrar que, no início do século XX, a Argentina era tão rica quanto os Estados Unidos (alguns dizem que era mais). Se vc ver a foto de uma família campesina argentina da época (roceiros), pareciam mais como classe média da Europa Ocidental. E a Argentina fez muito dinheiro na Primeira e na Segunda Guerra Mundial. Muito mais que o Brasil - e que ZEROU a dívida externa após a segunda guerra. Hoje "los hermanos" tão na pindaíba que se sabe, não no mesmo nível que o Brasil, mas MUITO longe dos tempos áureos. E tinha - e têm - uma população bem instruída e com conscientização política - agora é menos.

Como foi que a Argentina decaiu? Não foi problema econômico, não foi problema tecnológico, não foi culpa dos americanos. Fazendo um aparte, metade da população argentina vive na região de Buenos Aires - os portenhos. São descendentes de imigrantes europeus, especialmente espanhóis, franceses , italianos e alemães. Brasileiros normalmente desconhecem, mas os portugueses sabem o que é um parisiense - e Buenos Aires era a Paris fora da Europa.

O que destruiu a argentina foi a intransigência política bisonha que se via na população e se via ainda mais nos políticos. E é disto que vem parte da fama de arrogância dos argentinos, mal-vistos por todos os vizinhos (Chile, Bolívia, Paraguai, Brasil, Uruguai).

Com o advento de Perón, o grande caudilho dos Pampas, houve um acirramento do choque político na argentina, indo desde o político mais importante até o operário de chão de fábrica. Isto gerou 3 governos militares e uma série de governos eleitos que só fizeram besteira, afinal ninguém entrava em acordo. Nos anos 70, o terceiro maior partido era o "partido INTRANSIGENTE" e o partido de centro-direita se chama "união cívica RADICAL" até hoje. Se colocam isto no nome dos partidos importantes, coisa boa não aparece.

O resultado disto, em termos econômicos, foi a destruição do parque industrial argentino, duas crises hiperinflacionárias (no Brasil houve apenas uma "quase" hiperinflação), toda sorte de piqueteiros loucos (MST e CUT são dente-de-leite) e políticos imediatistas e oportunistas, muito piores que os que tivemos ou temos. Falta total de planejamento econômico e uma guerra imbecil contra o Reino Unido tbm foram outros detalhes.

Educação e participação política ajudam, mas não levam necessariamente à algo melhor. Se cada parcela da população caminha para um lado diferente e se recusa a qualquer tipo de acordo, o fato de serem educados e politizados piora as coisas.

Parte disto eu aprendi lendo. Outra parte eu aprendi com um argentino radicado em São Paulo aos 18 anos, que viajava todo ano para visitar a família. Ele foi "telespectador" da decadência Argentina desde os anos 50, quando saiu do país. Ele defendeu uma dissertação de mestrado em economia em que esmiuçava como os problemas econômicos de um país tinham origem fundamentalmente política. Eu tive a sorte e oportunidade de assistir a defesa de tese e ler a dissertação. É bizarro, mas foi assim que os argentinos se ferraram sozinhos. Aliás, depois da crise de cambialidade (quando foi pro saco a paridade 1 peso = 1 dólar), saíram vários livros do porquê ser um lixo ser argentino ou viver na argentina. Livros publicados na Argentina e escritos por argentinos.

O ex-presidente Kirschner e a atual presidente Kirschner, pra mim, são o casal Garotinho da Argentina. No Rio podem até gostar disto, mas eu não quero ISTO pro Brasil.

Pra falar mal de alguma coisa, vc tem que conhecer. Se vc pensar que todo político é FDP e que argentino é político em geral, então vc já tem um bom argumento. Smile

+++++++++++++++++++++

Imagine se no Brasil o voto fosse facultativo. Blz, a maior da população nem ia se dar ao trabalho de ir votar. Quem iria votar? Partidários do PSOL, PSTU, evangélicos neopentecostais (o pastor mandou) e aqueles que recebem algo dos políticos. E a meia dúzia com alguma noção de política partidária. Se já é ruim do jeito que está, imagina se a maioria dos políticos eleitos é radical. Vc tem uma nova Argentina.

É ruim pra pessoa ter que ir votar por obrigação? É.

Se todo mundo que prefere descansar (dormir, praia, campo, etc) não votar, fica melhor? Duvido.

Aliás, é por isto que o Bush foi eleito, nos Estados Unidos vota quem quiser. Então a direita (e religiosos de direita) conseguem um peso maior na eleição. Por exemplo, a direita americana vai em peso votar contra um candidato pró-aborto. Mas, relativamente, muitos liberais podem ficar em casa numa eleição desta. Transformando em números: Se 40% dos eleitores são anti-aborto e comparecem com uma taxa de 90% e 60% são pró-aborto e comparecem com uma taxa de 50%, dá 36% x 30% a favor dos anti-aborto. Voto facultativo é uma faca de dois gumes. Não é a vontade da população, é a vontade de quem tá com vontade de votar. E que pode ir contra a maioria da população.
FernandoRB
A Argentina era rica na época porque era financiada pelos Nazistas...
Lviter
FernandoRB wrote:
A Argentina era rica na época porque era financiada pelos Nazistas...


Já li algumas coisas sobre isso. E uma vez descobri na Biblioteca da Escola um velho romance publicado na Argentina nos anos 40 que era incrivelmente anti-semita.

Mas até que ponto isto fez diferença na economia do país?
cparakawa
Dizer que a Argentina era financiada pelos nazistas é forçar muito a barra, é como dizer que os nazistas mataram todos os judeus (houve o Shoa e foi brutal, mas milhões sobreviveram/conseguiram fugir).

A questão é muito simples: países em guerra aberta deslocam esforços (capital e pessoas) para o esforço bélico. Como as pessoas precisam comer, acabam importando comida e outras coisas de outros países. Na Segunda Guerra, Estados Unidos, Brasil e Argentina eram os grandes exportadores pros países em guerra e ganharam uma boa grana. Como os Estados Unidos e o Brasil (após o acordo de Volta Redonda) eram "Aliados", não iam mandar suprimentos pros países do Eixo. A Argentina era neutra, vendia pra quem quiser. Houve afluxo de capital de nazistas/fascistas pra Argentina, só que nenhum destes países estavam em condições de "financiar" a Argentina. É uma transação comercial. A lavagem de dinheiro e as remessas diretas que mandaram uma quantia vultosa pra Argentina foi no final e após a guerra, e tbm não foi financiamento. Simplesmente as pessoas estavam tentando salvar o seu dinheiro (lícito ou não). Tem um monte de brasileiros que remetem altas quantias pro exterior e nem todos o obtêm de maneira ilícita (acredito ser minoria, mas não tenho provas). E é nécio quem diz que estas pessoas estão financiando país A ou B, pois elas estão pouco se lixando pro país A ou B, só estão tirando o deles da reta.

A Argentina já era rica muito antes de inventarem o Partido Nazista (década de 20). E ficou mais ainda depois da Segunda Guerra. Embora os países com economias semi-industrializadas não possam importam bens de capital (maquinário em geral) dos países centrais em guerra, a guerra fortalece a indústria de bens de consumo nos países fora da guerra, já que estes não tem muita opção para importar. As duas guerras mundiais auxiliaram na industrialização da Argentina e do Brasil, na minha opinião. A diferença é que as indústrias brasileiras continuaram se modernizando após a guerra, enquanto as argentinas estagnaram com as sucessivas crises políticas argentinas e falta de rumo econômico. Rumo que eles não tomaram até hoje.
rafael2112
A argentina foi um pais de 1 mundo até a decada de 80,depois começou a cair,motivo! crise nos EUA os juros da divida externa subirão muito,deixou de se investir no pais par saldar dividas,é provavel que seu sistema politico tenha ajudado ,mais de longe é o motivo principal,mais ainda assim não é um pais de 3 mundo como o brasil.
Tanto a argentina como o brasil ainda tem sua industrialização manufaturada baseada em multinacional dificil ser uma potencia mundial dessa forma são paises que não detem propria tecnologia para fazer diferença no comercio mundial.
cparakawa
O que afundou a Argentina de uma vez na decada de 80 foi a bizarrice da Guerra das Malvinas, os argentinos falaram ateh que tinha petroleo lah. Os britanicos continuam lah ateh hoje e nao fizeram nada pra achar petroleo, mesmo com o petroleo no preco atual e as reservas do Mar do Norte esgotando. O mais interessante era que o governo britanico pensava em entregar as Falklands pra Argentina porque aquilo virou um mico. No tempo do barco a vela fazia sentido manter uma base destas no hemisferio austral, hoje eh soh um lugar pra jogar dinheiro fora. Depois da Argentina invadir eh que nao iam devolver.

Inventaram uma guerra pra unir o pais e acabaram por despedaca-lo. Com o fim da junta, os argentinos votaram num governo da uniao Civica Radical, tendo como presidente Raul Alfonsin. E foi MUITO pior que o Sarney (vice de presidente votado indiretamente pelo povo e que era homem importante da ditadura).

A Argentina nao deixou de investir no pais por causa da crise da divida. O endividamento argentino foi extremamente mal utilizado (roubaram mesmo). Na hora de pagar a conta e com os juros altos, a casa caiu, cairam do pedestal. Para efeito de comparacao, o Brasil se endividou, roubaram, mas muita coisa se faz presente no Brasil: Itaipu, parte da malha rodoviaria (transamazonica foi triste), etc. Existiram dois PNDs no Brasil, programas milicos de infra-estrutura financiados as custas de endividamento externo. A rentabilidade dos investimentos oriundos do endividamento externo foi negativa no Brasil, mas foi extremamente negativa na Argentina. E quem toma as decisoes sobre aonde aplicar o dinheiro dos emprestimos de divida publica eh o governo. Eu nao gosto dos milicos que tivemos no Brasil, mas eles fizeram melhor uso do dinheiro (em relacao ah populacao) do que os governos democraticos e ditaduras argentinas anteriores ah crise da divida nos anos 80 e ao segundo choque do petroleo.

Quanto ah sua assertiva sobre a dependencia de multinacionais, ela eh totalmente falsa. A Australia eh um pais rico e industrializado. Tente citar uma multinacional industrial de origem australiana. Nao tem, As industrias lah sao americanas, europeias e japonesas. O Brasil estava importando Omega da Australia uns tempos atras. A unica megaempresa australiana era a News Corp (dona da Sky, Fox, The Sun -haha-, etc). E o dono da empresa, Rupert Murdoch, se mudou pros Estados Unidos faz tempo, se naturalizou e dirige o conglomerado de lah.

A Nova Zelandia eh um pais de base agricola, com 1/3 da populacao aborigene e pouco integrada ao sistema capitalista e, mesmo assim, eh rica. O fato do pais nao ter industrias ou das industrias serem estrangeiras nao implica que ele tenha de ser subdesenvolvido e/ou nao possa ser rico. Isto eh conversa de esquerdista dos anos 60. Nem a CEPAL acredita mais nisto.

Quanto a ser potencia mundial, existe uma diferenca ENORME. Querer ser potencia mundial eh uma coisa, agir como potencia mundial eh outra coisa. Um pais que leva nabo comercial da Bolivia nunca vai ser potencia mundial. Assim como a Italia de Mussolini, que, mesmo com apoio financeiro/militar alemao, conseguiu perder uma guerra contra a Ethiopia. O Brasil precisa comer muito arroz com feijao pra virar potencia mundial. Nao consegue nem ser potencia regional direito, e isto porque eh 50% da area da America do Sul e do tamanho da Europa.
D'Artagnan
Sem google!!!
Nome completo do presidente da camara?

Ok vou pegar leve:
Nome completo do vice-presidente?

Ok sua ultima chance:
Em quem você votou para vereador nas ultimas eleições?

----

não sei a resposta de nenhuma delas (a ultima n se aplica), mas com certesa sei de uma coisa, sou um analfabeto civico, como a maior parte das pessoas
Lviter
Presidente da Câmara: Garibaldi Alves
(errei é o Arlindo Chinaglia, Garibaldi Alves é do Senado. Este nome está na minha cabeça porque sua eleição foi mais recente, logo após a saída do Calheiros)

Vice-Presidente da Câmara: Não tenho a menor idéia, nem fui conferir...

Vereador: foi um candidato da minha cidade que não venceu, Amaury Valério.

Pra estadual também votei em um candidato da minha região que também perdeu, Alfredo Gonçalves.
Pra deputado federal Chico Alencar do PSOL.
Pra senadora Jandira Feghalli do PCdoB que infelizmente perdeu na boca de urna para Dornelles.
Pra presidente Lula (mas confesso meu arrependimento, embora tenha sido meio voto útil).
allanwagne1
Bom pessoal o que acontece é o seguinte para que ser bom? No ponto de vista de muitas pessoas ser bom é ser lesado deixar que os outros te passe para traz. Não neim todas as pessoas boas agem assim.
Todos tem bondade dentro de si, basta apenas saber desenvolver e é claro ser bom não é ser bobo. O primordial de ser bom e saber diferenciar bondade de bobo. Segue algumas qualidades para que voçês possam se adaptar se melhorar e desenvolver cada vez mais o lado bom.
Qualidades para copiarem?
1-Classe
2-Bom gosto
3-Estilo
4-Noção do que está de acordo com sua estatura e peso.
5-Tons alegres
6-Tons neutros
7-Charme
8-Criatividade com bom senso
9-Boa confecção
10-Qualidade e não quantidade!
Alerrandre
Se todos tivessem caráter,o mundo nao estaria desse jeito,pra mim o principal para ser um bom cidadão e politico é o caráter e a curiosidade de saber das coisas que acontecem em nosso pais e fora dele tambem.

abs Surprised
Oonazuchi
hive wrote:
Quote:
Nem sei se vale muito a pena ficar discutindo se a pessoa, pra ser cidadã, precisa saber de legislação ou economia. A meu ver, o buraco é mais embaixo. Enquanto a escola formar um aluno no fundamental que não saiba ler, escrever, se expressar e/ou fazer as quatro operações aritméticas básicas, o resto é perfumaria.


Mas o objetivo desse tópico seria discutir o que é ou não importante para uma pessoa alfabetizada, com alguma educação (usuários da frihost geralmente têm alguma instrução) , saber sobre cidadania, direitos, legislação. Acho que houve um pequeno erro de interpretação de texto, ou eu me expressei mal.
Mas com certeza o ponto sobre analfabetismo funcional que vc apontou é a mais pura verdade, embora não seja esse o foco que eu quis dar.


Eu achei esse site por acidente... embora tenha certos conhecimentos dos temas discutidos aqui.

Primeiro farei o que preciso aqui. Depois escreverei meus pareceres.

Oonazuchi.
Oonazuchi
O papo de modificar os temas da escola estava mais interessante...

Sobre o voto facultativo, foram opiniões das quais não tinha pensando ainda. Muito inteligente.

Quer dizer... a comparação Brasil - Argentina me animou muito; é bom saber que existem pessoas com conhecimentos tão interessantes dos quais eu nunca me dei ao trabalho de pesquisar. Gostei da abordagem e da discussão, embora fugisse muito deste tópico.

Bem, quanto à educação, uma boa divisão entre a evolução das matérias pelos anos de escola seriam suficientes para a modificação do quadro atual, embora deva ser considerado que pessoas corretamente educadas em politica tenha suas desvantagens (mais vantagens, com certeza). A faca dos dois legumes, como disse nosso colega.

Para o primeiro ano, a abordagem deve ser modificada no que diz respeito à Matemática. Nosso sistema lógico é o monoquadro bilateral trifásico. Monoquadro porque é um sistema, que não comporta nada que esteja fora dele (discutível, mas deixem eu explicar primeiro). Bilateral porque funciona com a ideologia do afirmativo/negativo, representados pela linguagem matemática (sim, matemática é uma lingua, não algebra, que são contas e equações...). Logo, a todo positivo tem-se um negativo, de igual e oposto valor (teoria da ação e reação usada de forma linguistica). E é trifásico por se tratar de três núcleos essenciais à matéria. Bem, darei exemplo pois, o que estou falando aqui é sobre metodologia de pesquisa e lógica na forma mais simples (e a única que eu realmente consegui entender...).

Tem-se a seguinte frase; 33% das crianças nascem mortas.
Bem... é monoquádica porque não foge do inicio da frase, nem ultrapassa o ponto final.
É bilateral porque comporta o sentido negativo, que, inclusive, dá o ar da graça da frase.
É trifásica por ter três núcleos, quais sejam, a) 33%, que é 33% de um inteiro e, logo de 100%. b) crianças, por ser núcleo da oração, sujeito passivo do verbo, centro "gravitacional" da mensagem. c) E o terceiro núcleo é o fático; nascerem "mortas".

Muito bem... agora, espelhando a afirmação em seu modo negativo, tem-se;
(Ou seja) 67% (o oposto, a ausência dos 100%, a força contrária, de igual valor e força dos 33%) das crianças (não há razoabilidade em se converter o fator "criança", mesmo porque não tem oposto compativel no momento) que nascem (verbo ativo, contrariando o estado passivo que tinha, embora não se possa confundí-lo com núcleo) são imortais (já que não morrem, imortais).

"Ou seja, 67% das crianças que nascem são imortais".

Há um sitio na internet que tem muito dessas ciências matemáticas que deveriam ser mais usadas para as crianças desenvolverem raciocínio lógico-dedutivo e indutivo. Como os professores de hoje não conseguem nem ao menos dizer aos alunos que "matemática é linguagem", então fica mais dificil de fazê-los compreenderem seus papéis na sociedade.

Para Português... Já que teremos de cantar o hino nacional, por que não ler a Constituição?

Palavras dificeis são aquelas que não conhecemos seus significados. Se uma criança consegue aprender o significado de paralelepípedo, qual a dificuldade de saber o que significa "direitos", ou "fundamentais", ou mesmo "parlamentarismo".

Defendo sim a criação de fedelhos monstruosamente inteligentes. Pois se pessoas normais conseguem, com muita dedicação, tornarem-se gênios, fazendo a diferença no mundo, o que então essas crianças não poderiam fazer já cedo, hein Mozart?

Oonazuchi, o cara que defende a reforma na estrutura educacional no método, não nos profissionais.
cparakawa
Oonazuchi wrote:
"Ou seja, 67% das crianças que nascem são imortais".

......

Há um sitio na internet que tem muito dessas ciências matemáticas que deveriam ser mais usadas para as crianças desenvolverem raciocínio lógico-dedutivo e indutivo. Como os professores de hoje não conseguem nem ao menos dizer aos alunos que "matemática é linguagem", então fica mais dificil de fazê-los compreenderem seus papéis na sociedade.

......

Defendo sim a criação de fedelhos monstruosamente inteligentes. Pois se pessoas normais conseguem, com muita dedicação, tornarem-se gênios, fazendo a diferença no mundo, o que então essas crianças não poderiam fazer já cedo, hein Mozart?

Oonazuchi, o cara que defende a reforma na estrutura educacional no método, não nos profissionais.


Imortais são os do filme Highlander, morrem e voltam, hahahaha

Falando sobre o tema dos "fedelhos monstruosamente inteligentes". Eu tenho sérias dúvidas de que você pode criar gênios. Muito sérias. Eu conheço gente que estudou muito, por muito tempo, e que são cultas, mas burras.

Eu defendo muito mais um sistema parecido com o americano. Educação média/medíocre para todos, os alunos que demonstram maior capacitação são direcionadas para escolas "especiais", fortemente incentivadas por empresas, fundações e ricos em geral. Se você criar uma escola que gere UM Steve Jobs em 10.000 alunos, dá muito mais retorno que dar educação de qualidade para 100.000 alunos antas. Não é só questão de benefício/custo. É um problema de perspectiva da sociedade. As pessoas não entendem que criar gênios para o futuro é o que faz o país evoluir. Se fosse depender só do povão tosco, todos os países seriam pobres.

Pessoas com habilidades especiais tem que ser incentivadas, recompensadas e receber estrutura decente. Quem não tá muito a fim e nem tem muita capacidade, qualquer coisa serve. Não adianta dar pérolas aos porcos, conceito antigo.

Só que, no mundo miguxo de hoje, o que eu penso é errado. Então vamos dar melhor educação para quem tem síndrome de Down. Porque os alunos com capacidades maiores tem condições de se virar sozinhos. Temos que preservar os menos capacitados. Afinal de contas, faz tão bem para o ego ver que existem pessoas em situação pior que a nossa e nós sermos tão bondosos em ajudar.

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