O ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci ficou com o extrato bancário do caseiro Nildo da noite de sexta-feira (16/março) até a segunda-feira (20/março). Essa informação consta do depoimento e Palocci à Polícia Federal, concedido ontem. Este blog teve acesso ao documento. Para ver o fac-símile, clique aqui.
Ontem, depois do depoimento de Palocci, os advogados do ex-ministro não deixaram claro até quando ele teria permanecido com o extrato. O entendimento mais ou menos geral era que Palocci teria destruído o papel no dia seguinte. Na realidade, segundo o depoimento, essa destruição se deu apenas na segunda-feira. Eis um trecho:
"...na segunda-feira, quando se tornou público que a movimentação financeira do caseiro Francenildo, tida como atípica, fora comunicada ao Coaf pela Caixa, o interrogando [Palocci] destruiu os extratos no triturador de papel".
Embora seja praticamente impossível determinar com precisão quem vazou o extrato bancário para a mídia, o fato de o ministro ter mantido em seu poder o documento por quase 3 dias reforça o indício de que ele possa ter participado da operação.
O que fica claro no depoimento de Palocci é que ele limpou completamente a barra de seu ex-assessor de imprensa, Marcelo Netto. Eis o que disse Palocci:
"...quando houve o vazamento de dados bancários do caseiro, perguntou ao seu assessor Marcelo Netto sobre as notícias veiculadas na imprensa e seu eventual envolvimento, mostrando-se o sr. Marcelo indignado com as reportagens e a indagação; Que perguntou ao Sr. Marcelo Netto se ele havia tido acesso aos extratos bancários por outras vias, no que obteve a resposta negativa".
Mais informações aqui.
Ontem, depois do depoimento de Palocci, os advogados do ex-ministro não deixaram claro até quando ele teria permanecido com o extrato. O entendimento mais ou menos geral era que Palocci teria destruído o papel no dia seguinte. Na realidade, segundo o depoimento, essa destruição se deu apenas na segunda-feira. Eis um trecho:
"...na segunda-feira, quando se tornou público que a movimentação financeira do caseiro Francenildo, tida como atípica, fora comunicada ao Coaf pela Caixa, o interrogando [Palocci] destruiu os extratos no triturador de papel".
Embora seja praticamente impossível determinar com precisão quem vazou o extrato bancário para a mídia, o fato de o ministro ter mantido em seu poder o documento por quase 3 dias reforça o indício de que ele possa ter participado da operação.
O que fica claro no depoimento de Palocci é que ele limpou completamente a barra de seu ex-assessor de imprensa, Marcelo Netto. Eis o que disse Palocci:
"...quando houve o vazamento de dados bancários do caseiro, perguntou ao seu assessor Marcelo Netto sobre as notícias veiculadas na imprensa e seu eventual envolvimento, mostrando-se o sr. Marcelo indignado com as reportagens e a indagação; Que perguntou ao Sr. Marcelo Netto se ele havia tido acesso aos extratos bancários por outras vias, no que obteve a resposta negativa".
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