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Nalguns locais do concelho de Sardoal têm sido encontrados vestígios da presença do Homem desde tempos muito antigos. No Alto de S. Domingos, próximo da Vila de Sardoal, no monte que fica à nossa esquerda, quando se avistam a aldeia de S. Simão (que durante séculos foi designada por Alferrarede) foram encontrados alguns objectos de pedra polida, de que existem dois exemplares na Câmara Municipal, sabendo-se que outros foram levados para um Museu em Santarém e que existem, ainda, outros na posse de particulares. Também nos castelos, a sul da aldeia da Cabeça das Mós, próximo da Ribeira das Caldeiras, existem vestígios de uma povoação, que pela sua dimensão denota ter sido importante, mas sobre as suas origens pouco se conhece. Conhecem-se outros vestígios da antiguidade, como, por exemplo, próximo da Lapa, no Cabril, no Curral da Serra, etc. que deveriam ser objecto de uma investigação arqueológica, para se poder determinar a história das suas origens. Do período da ocupação romana ficaram, também, alguns sinais, como por exemplo um troço de calçada romana, junto ao casal da Graça, a sul de Valhascos e um outro pequeno troço, próximo da Ponte de S. Francisco. Dos Árabes, ainda que não se conheçam vestígios da sua presença, é seguro que aqui permaneceram durante muito tempo, uma vez que este povo conquistou Abrantes aos Godos em 716 e só em 1148 D. Afonso Henriques tomou a Praça de Abrantes e dada a proximidade e a relação de vizinhança que sempre existia entre Sardoal e Abrantes, não é difícil de acreditar que tenham ocupado o que é, hoje, o Concelho de Sardoal.
Em 1313, no documento mais antigo que existe no Arquivo Municipal, a rainha Santa Isabel, Mulher de D. Dinis, dirige-se já aos Juizes e Procuradores do Concelho de Sardoal, concedendo, ao então, lugar do Sardoal, diversos privilégios. Alguns historiadores defendem que foi esta a rainha, que foi donatária do Sardoal, que deu ao Sardoal o seu primeiro foral, ainda que, até agora, não tenha sido localizado este importante documento. Desde então quase todos os reis de Portugal dedicavam a sua atenção ao Sardoal, como o comprovam, as muitas cartas régias que se guardam no Arquivo Municipal de Sardoal ou que se encontram registados nas diversas chancelarias régias, sendo certo que vários reis de Portugal aqui permaneceram muitas vezes, o que se comprova pela existência de vários documento reais, dados no Sardoal, por D. Pedro I, D Fernando, D. João I, D. Duarte, D. Afonso e D Manuel I, sabendo-se que em 7 de Dezembro de 1432, aqui nasceu a Infanta D. Maria, Filha de D. Duarte e de D. Leonor, sua mulher, que morreu no dia seguinte. Em 22 de Setembro de 1531, D. João III, por sua vontade expressa e sem ninguém lho requerer, por carta dada em Évora, elevou o lugar de Sardoal à categoria de Vila e, em 10 de Agosto de 1532, por carta dada em Lisboa mandou-lhe demarcar um novo termo, mais de acordo com a nova categoria passava a ter, decretando que a partir de 1531, o Sardoal passasse a ser totalmente independente em relação a Abrantes, passando a ter jurisdição própria e apartada em todas as áreas do poder municipal. No principio do século XVII (1605), durante o domínio Filipino, foram os Paços do Concelho transferidos do local onde se encontravam, quase seguramente o actual edifício chamado “Cadeia Velha” , para o edifício onde hoje se encontram, registando-se a curiosidade de nessa altura a actual Praça da República se chamar Praça Nova e de a Rua Vasco Homem já ter essa designação. Por aqui passaram a 1º e a 3º Invasões Francesas, comandadas, respectivamente, por Junot e Massena, em 1807 e 1811. As tropas de Napoleão cometeram aqui vários desmandos, roubando e saqueando as Igrejas, cujas pedras partidas, ainda hoje evidenciam os acros de vandalismo praticados pelos franceses. O último rei de Portugal a visitar o Sardoal foi D. Carlos, em Junho de 1907, poucos meses antes da sua morte, que ocorreu num atentado, Regicídio, ocorrido no dia 1 de Fevereiro de 1908. Em 1970 , o Sardoal recebeu a visita do então Presidente da República, Almirante Américo Tomás, sendo também visitada, em 19 de Setembro de 1981, pelo então Presidente da República, General Ramalho Eanes. A expansão urbana da Vila de Sardoal, de sul para norte, deixa perceber a relação desta terra com alguns períodos importantes da História de Portugal, nomeadamente com o período dos Descobrimentos. De facto, o século XVI pode considerar-se o “século de ouro” da história do Sardoal.
Alguem conhece o Sardoal?
Em 1313, no documento mais antigo que existe no Arquivo Municipal, a rainha Santa Isabel, Mulher de D. Dinis, dirige-se já aos Juizes e Procuradores do Concelho de Sardoal, concedendo, ao então, lugar do Sardoal, diversos privilégios. Alguns historiadores defendem que foi esta a rainha, que foi donatária do Sardoal, que deu ao Sardoal o seu primeiro foral, ainda que, até agora, não tenha sido localizado este importante documento. Desde então quase todos os reis de Portugal dedicavam a sua atenção ao Sardoal, como o comprovam, as muitas cartas régias que se guardam no Arquivo Municipal de Sardoal ou que se encontram registados nas diversas chancelarias régias, sendo certo que vários reis de Portugal aqui permaneceram muitas vezes, o que se comprova pela existência de vários documento reais, dados no Sardoal, por D. Pedro I, D Fernando, D. João I, D. Duarte, D. Afonso e D Manuel I, sabendo-se que em 7 de Dezembro de 1432, aqui nasceu a Infanta D. Maria, Filha de D. Duarte e de D. Leonor, sua mulher, que morreu no dia seguinte. Em 22 de Setembro de 1531, D. João III, por sua vontade expressa e sem ninguém lho requerer, por carta dada em Évora, elevou o lugar de Sardoal à categoria de Vila e, em 10 de Agosto de 1532, por carta dada em Lisboa mandou-lhe demarcar um novo termo, mais de acordo com a nova categoria passava a ter, decretando que a partir de 1531, o Sardoal passasse a ser totalmente independente em relação a Abrantes, passando a ter jurisdição própria e apartada em todas as áreas do poder municipal. No principio do século XVII (1605), durante o domínio Filipino, foram os Paços do Concelho transferidos do local onde se encontravam, quase seguramente o actual edifício chamado “Cadeia Velha” , para o edifício onde hoje se encontram, registando-se a curiosidade de nessa altura a actual Praça da República se chamar Praça Nova e de a Rua Vasco Homem já ter essa designação. Por aqui passaram a 1º e a 3º Invasões Francesas, comandadas, respectivamente, por Junot e Massena, em 1807 e 1811. As tropas de Napoleão cometeram aqui vários desmandos, roubando e saqueando as Igrejas, cujas pedras partidas, ainda hoje evidenciam os acros de vandalismo praticados pelos franceses. O último rei de Portugal a visitar o Sardoal foi D. Carlos, em Junho de 1907, poucos meses antes da sua morte, que ocorreu num atentado, Regicídio, ocorrido no dia 1 de Fevereiro de 1908. Em 1970 , o Sardoal recebeu a visita do então Presidente da República, Almirante Américo Tomás, sendo também visitada, em 19 de Setembro de 1981, pelo então Presidente da República, General Ramalho Eanes. A expansão urbana da Vila de Sardoal, de sul para norte, deixa perceber a relação desta terra com alguns períodos importantes da História de Portugal, nomeadamente com o período dos Descobrimentos. De facto, o século XVI pode considerar-se o “século de ouro” da história do Sardoal.
Alguem conhece o Sardoal?
