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Acaba a crise do Senado - só para constar





cparakawa
Eu sei que nem adianta ficar reclamando e apontando culpados.

A crise acabou da forma prevista. Houve um acordão, chamaram várias pizzarias e vai ficar por isto.

Dizer que a crise é do Sarney seria ceguice. São vários os senadores beneficiados por atos ilegais ou, ao menos, imorais. A questão é que a mídia centrou fogo no Sarney.

Parte da bancada do PT ficou revoltada, por se afastar totalmente do antigo discurso petista. Mais provavelmente, por saberem que estão queimados para a próxima eleição.

Eu não esperava nada melhor. Para que culpar os políticos? O povo não lembra nem em quem votou nas últimas eleições.
D'Artagnan
o mundo esta errado! anarquia já!
Deline
To lendo o jornal aqui, tá maior bafafá no PT mesmo.
Pior é que vendo tudo isso não dá nem pra falar nada, não tem lado certo! Isso é que o pior.
Povo é fogo também, falam e falam, mas Collor e outros que já provaram suas safadezas estão lá porque votaram neles -.-'
nando
É... agora alguns petistas, estão vendo o preço de ter apoiado o sarney
O mercadante já até divulgou uma nota no twiter, que está deixando a liderança do pt
A pressão está grande e o pt que já estava queimado se queimou mais ainda.
Pena que o povo tem aminézia e opinião volúvel, como o próprio duque falou.
E a grande maioria vai acabar se vendendo com o bolsa esmola
cparakawa
Entre ter quase certeza de que não vai receber nada e o bolsa-esmola, eu votaria no bolsa-esmola. O bolsa-esmola é um absurdo para quem não o recebe ou não vive de comércio para baixa renda.

Para a massa pobre/desfavorecida/descamisada/etc, deve ser a única vez na história do Brasil em que votar para presidente dá algum retorno.

O Lula está preocupado em fazer o sucessor(a). O PT sempre foi um saco para se controlar. O PT se ferra com a crise do Senado, mas o Lula se fortalece e o curintia voltou para a primeira divisão. Cada um tem suas prioridades.

Eu queria ver se o Mercadante era "macho" o suficiente para sair do PT.
Lviter
A falta de vergonha dessa gente me enoja!

:-& :-& :-& :-&
nando
cparakawa wrote:
Entre ter quase certeza de que não vai receber nada e o bolsa-esmola, eu votaria no bolsa-esmola. O bolsa-esmola é um absurdo para quem não o recebe ou não vive de comércio para baixa renda.

Para a massa pobre/desfavorecida/descamisada/etc, deve ser a única vez na história do Brasil em que votar para presidente dá algum retorno.

O Lula está preocupado em fazer o sucessor(a). O PT sempre foi um saco para se controlar. O PT se ferra com a crise do Senado, mas o Lula se fortalece e o curintia voltou para a primeira divisão. Cada um tem suas prioridades.

Eu queria ver se o Mercadante era "macho" o suficiente para sair do PT.


Eu também acho que o mercadante não sai do pt.
Sobre o bolsa-esmola de que falei, eu não sou contra, até porque muita gente só não passa fome porque dela.
Eu me torno contra apenas se ela se tornar permanente. Minha opinião em relação, é que o bolsa família deveria ser apenas emergencial, enquanto o governo tomasse medidas de longo prazo para tirar esse povo dessa situação.

Tá parecendo que tu és petista... ahhh pelo que eu me lembre, o bolsa família surgiu no governo lula, com a união de alguns projetos sociais do fhc(Como já falei em um outro tópico, não gosto do psdb)
cparakawa
nando wrote:
cparakawa wrote:
Entre ter quase certeza de que não vai receber nada e o bolsa-esmola, eu votaria no bolsa-esmola. O bolsa-esmola é um absurdo para quem não o recebe ou não vive de comércio para baixa renda.

Para a massa pobre/desfavorecida/descamisada/etc, deve ser a única vez na história do Brasil em que votar para presidente dá algum retorno.

O Lula está preocupado em fazer o sucessor(a). O PT sempre foi um saco para se controlar. O PT se ferra com a crise do Senado, mas o Lula se fortalece e o curintia voltou para a primeira divisão. Cada um tem suas prioridades.

Eu queria ver se o Mercadante era "macho" o suficiente para sair do PT.


Eu também acho que o mercadante não sai do pt.
Sobre o bolsa-esmola de que falei, eu não sou contra, até porque muita gente só não passa fome porque dela.
Eu me torno contra apenas se ela se tornar permanente. Minha opinião em relação, é que o bolsa família deveria ser apenas emergencial, enquanto o governo tomasse medidas de longo prazo para tirar esse povo dessa situação.

Tá parecendo que tu és petista... ahhh pelo que eu me lembre, o bolsa família surgiu no governo lula, com a união de alguns projetos sociais do fhc(Como já falei em um outro tópico, não gosto do psdb)


Agora vc baixou o nível. Me xingar de petista só não é pior que xingar de corintiano. Mad

O mercadante não só não sai do PT como continua líider. Bonito.

O único petista em que eu votei na vida foi no Suplicy para o Senado. Talvez porque o Suplicy tem o costume de votar contra o PT e ninguém tem coragem de expulsá-lo. O Suplicy é decente demais para ser político, talvez seja o grande mal dele. O único candidato em que votei para presidente foi no Espiridião Amin, fato do qual não me envergonho. Me envergonho de ter votado no Maluf em 1992.

Sobre o bolsa-esmola. Sim, podem existir opções melhores. Se vc imagina que o "populacho" só tem a opção de bolsa-esmola e nada, o bolsa-esmola é melhor. Considero como "nada": não ter programas decentes de educação, saúde, emprego, segurança, etc. Ou seja, o nada de sempre.

Para o país como um todo e na hipótese de que nada de muito importante vá mudar, um programa de redistribuição direta é benéfico. Se não fosse assim, os EUA não estaria distribuindo cupons para o povo gastar, sem contrapartida. O cidadão recebe um cupom de 100 dólares pelo correio para gastar no que quiser. É uma medida contra a crise, aumenta o consumo da população. E pobre gasta dinheiro em produtos e serviços nacionais, geralmente. Além disto, estes programas de distribuição direta de renda são baratos em relação a outros programas.

É eficaz no aumento do consumo, é eficaz na melhoria da qualidade de vida da população carente, é eficaz para garantir uns votos. A diferença da medida nos EUA e no Brasil é que, sem a crise, a população americana não precisa disto. A população brasileira pode precisar disto em termos permanentes. Levar crescimento econômico e distribuição de renda no Sul/Sudeste pode nem ser tão difícil. Mas em terras de coronéis, como Maranhão e Piauí, é. O Brasil não é um país capitalista, nunca foi. Em algumas áreas o capitalismo funciona. Nas áreas em que não funciona, provavelmente nunca existiu.

Voltando ao Suplicy, eu assisti uma palestra dele sobre o então programa de renda mínima, em 1994. E o programa é oriundo de experiências externas. E serviu de base para o bolsa-escola e o bolsa-família.

A diferença de Dilma e Serra, em termos econômicos, é quase zero. Os dois são de orientação cepalina, com ligações na Unicamp. Orientação cepalina significa busca de crescimento/desenvolvimento econômico em um ambiente capitalista mas com forte intervenção estatal - notadamente em áreas de infra-estrutura, aonde a iniciativa privada não teria condições de atuar pelo fato do capitalismo brasileiro não ser desenvolvido. O pré-sal é um exemplo. Empresas nacionais não tem condições de atuar sozinhas. O Estado, por meio da petrobrás, pode extrair o petróleo do pré-sal de forma eficiente para os padrões internacionais. Na privatização das telecomunicações, não existe até hoje empresa nacional capaz de se virar sozinha. E o Estado já havia demonstrado incapacidade, então venderam para os gringos. Dentro da visão cepalina não xenófoba, não deixa de ser correto privatizar o setor de telecom e usar o Estado para explorar petróleo.

Quando a Marina Silva prega um desenvolvimento econômico compatível com a sustentabilidade ambiental, você abandona a orientação cepalina e passa a pensar dentro de uma nova concepção. Ainda não implantada em nenhum país do mundo - na Alemanha é mais ou menos, e implantaram depois de ricos. O Brasil seria uma experiência cobaia, digamos. Eu prefiro que outro país seja cobaia, de preferência a Argentina. Twisted Evil
nando
Foi mal, Smile

Nem sabia que nos EUA estavam dando dinheiro. Mas em relação a isso, é até bom, incentiva o consumo a curto prazo e beneficia principalmente quem está na pior sem nada. Lá o desemprego está maior que 9% e pode ultrapassar os 10%, não conheço a história dos Eua, mas eu acho que os americanos não estão acostumados a um desemprego desse.
Qualquer medida de consumo é benéfica, como esta dos U$ 100, a troca de dinheiro por sucata, o aumento de tempo no seguro desemprego, os investimentos em infra-estrutura, etc..
Voltando ao Brasil ainda acho, que não deveria ser permanente, ou pelo menos, por enquanto passamos por esta transição de desenvolvimento, que levará muitooo tempo.
Ainda sobre o bolsa família, é barato mesmo. Alguns meses atrás não chegava nem a 1,5% do orçamento.
Mas o governo tem que ficar de olho em alguns gastos, porque vai acabar gerando inflação, e quem mais sofre com isso, é a população mais pobre.

Quote:
A diferença de Dilma e Serra, em termos econômicos, é quase zero. Os dois são de orientação cepalina, com ligações na Unicamp. Orientação cepalina significa busca de crescimento/desenvolvimento econômico em um ambiente capitalista mas com forte intervenção estatal - notadamente em áreas de infra-estrutura, aonde a iniciativa privada não teria condições de atuar pelo fato do capitalismo brasileiro não ser desenvolvido.


O serra eu sabia que era assim, mas a dilma não sabia não...

Quote:
Na privatização das telecomunicações, não existe até hoje empresa nacional capaz de se virar sozinha. E o Estado já havia demonstrado incapacidade, então venderam para os gringos.


Mas as privatizações, não ocorreram apenas porque da insuficiência do estado. Já estava até prevista no Plano Real. Claro, foi um grande incentivador, mas eu acho que o principal motivo foi pra estabilizar a economia, atrair o investidor internacional já que o Brasil tinha um histórico nenhum pouco confiável, aumentar as reservas, tirar o governo do setor produtivo pra conter a inflação, etc...
cparakawa
nando wrote:
Ainda sobre o bolsa família, é barato mesmo. Alguns meses atrás não chegava nem a 1,5% do orçamento.
Mas o governo tem que ficar de olho em alguns gastos, porque vai acabar gerando inflação, e quem mais sofre com isso, é a população mais pobre.

Mas as privatizações, não ocorreram apenas porque da insuficiência do estado. Já estava até prevista no Plano Real. Claro, foi um grande incentivador, mas eu acho que o principal motivo foi pra estabilizar a economia, atrair o investidor internacional já que o Brasil tinha um histórico nenhum pouco confiável, aumentar as reservas, tirar o governo do setor produtivo pra conter a inflação, etc...


O problema dos gastos não é devido ao bolsa-família. O maior problema é que o orçamento federal é engessado. A maior parte do que se arrecada já tem destino. O governo tem que pagar funcionalismo, aposentados, gastos correntes para se manter funcionando (eletricidade, material de escritório, telefonia, etc, etc). Além disto, parcela da arrecadação se destina a transferências obrigatórias para Legislativo, Judiciário, Estados e municípios, por exemplo. Então não sobra muita margem de manobra no que gastar. Gastos de custeio e transferências são a maior parte dos gastos do governo federal. O que sobra é a parte que o governo tem alguma liberdade para investir. Para que sobre mais, o governo tem que arrecadar mais, aumentando os impostos ou contando com o crescimento econômico.

Não existe milagre. Se comparar com o orçamento doméstico, a maior parte vai para as contas, alimentação, gastos com saúde, educação, etc. Coisas que não podem ser cortadas. Com a diferença que vc pode até cortar "na carne" dentro de casa, parando de pagar o plano de saúde, por exemplo. O governo não pode fazer isto porque é ilegal. O que sobra do orçamento doméstico é o que você pode investir, seja com carro, imóveis, eletrônicos, etc. Ou pode aumentar os gastos de custeio, colocando os filhos em escolas mais caras, se alimentando melhor, fazendo opção por um plano de saúde melhor, etc.

Além disto, existe a lei de responsabilidade fiscal, que é um dos grandes feitos do governo FHC. Pois é um instrumento legal para coibir qualquer esfera de governo a gastar mais do que arrecada, deixando o rombo para o próximo governo.

O Plano Real foi a grande realização do governo Itamar. O governo FHC tentou reestruturar o setor produtivo, ao mesmo tempo retirando as estatais de setores em que elas eram ineficientes e tentando aumentar a competitividade de alguns setores da economia. A sequência de crises a partir de 1997 fez naufragar boa parte do projeto, fora a morte do Serjão, que deixou o governo meio que sem rumo. O governo Lula tem como marca a distribuição de renda com o bolsa-família. É um programa barato e que funciona. Eu posso dizer, sem nenhuma restrição, que foram os 3 melhores governos da história do Brasil. Mesmo que as conquistas não sejam lá grande coisa nos últimos 17 anos, todos os demais governos foram de ruins para baixo. Ouso afirmar que, se todos os nossos governos fossem do nível de Itamar, FHC e Lula, o Brasil ia ser um país MUITO melhor.

Dava para os governos FHC e Lula serem melhores? Não sei. Porque não é só questão do que se pode gastar, mas também de em que se pode gastar devido aos problemas políticos. Boar parte dos investimentos é vinculada à Câmara Federal. O senado não coloca emendas de investimentos no orçamento, então o toma-lá-dá-cá se faz por indicações para cargos públicos, como se pode ver na crise atual do Senado.

O político eleito vai perguntar "O que eu ganho se eu te apoiar?". É assim que se faz política no Brasil. Os pais "compram" os filhos para eles se esforçarem nos estudos. É um problema cultural da população, não é culpa dos políticos. A crise do Senado seria algo do gênero a mulher falar "Eu finjo que você não tem amante e você me compra um carro zero".

Poderia ser pior. É só olhar para a Argentina. Um país que foi rico e hoje é mais ferrado do que o Brasil. Nenhuma potência externa destruiu a Argentina (maldita Inglaterra não destruiu Buenos Aires). Eles afundaram sozinhos. E continuam fazendo força para piorar, com o super casal Garotinho versão portenha. O que avançamos em 17 anos, a Argentina retrocedeu pelo menos umas 5 vezes no mesmo período.

[]'s
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